Primeiro contato com educação financeira, investimentos e o que não fazer com seu dinheiro

Era início de 2012 e consegui um emprego quase que na mesma região que trabalho hoje, separado por algumas ruas, pagando um bom salário, era o primeiro emprego dessa área nova pra mim na época (comecei na área de TI em 2009, mal tinha 2 anos e meio de experiência) em que iria ganhar um salário superior a 5 mil reais, era variável igual hoje mas a perspectiva mais otimista fazendo horas extras era de ganhos próximos de 6 mil reais.

Eu vislumbrando o que poderia gastar naquela época

Tinha uma mentalidade muito errada naquela época, em que pra mim salário maior significava mais oportunidades de comprar coisas em sua maioria inúteis para massagear meu ego e mostrar para outras pessoas que eu podia comprar mais, típico pensamento da maioria das pessoas que estão na corrida dos ratos, e hoje me arrependo de pensar daquele jeito.

Foi nesta época que precisei abrir minha empresa pela segunda vez, da primeira vez em 2011 eu abri mas depois tive que fechar por um emprego que não deu certo e durou nem 3 meses, nesta mesma região citada no começo do post e que trabalho atualmente. Quem já abriu empresa sabe que o custo pra abrir já é alto mas o custo pra fechar é ainda maior, o que obviamente me deixou com dívidas.

Voltando a este emprego de 2012, após alguns meses ganhando um bom salário, gastando muito e não guardando dinheiro algum comecei a enxergar o óbvio: quanto mais eu ganhava mais eu gastava, tinha (e confesso que ainda tenho) um perfil consumista muito alto, e precisava mudar isso.

Demorei pra entender essa simples frase

Foi assim que comecei a pesquisar sobre finanças, educação financeira e investimentos, comprei alguns livros que abriram meus olhos, em especial o já tão conhecido e falado por muitos: Pai Rico, Pai Pobre.

Se ainda não comprou, compre que vale a pena

Depois comprei o livro do Cerbasi, chamado Investimentos Inteligentes, e comecei a entender o que de fato eram os investimentos e que poupança não é o único "investimento", apesar de considerá-la menos até que isso, mas obviamente melhor que não guardar dinheiro, do jeito que vivia.

Bom pra iniciantes que só conhecem a poupança (meu caso em 2012)

Com estes livros minha mente se abriu muito, e comecei a enxergar que vivendo do jeito que vivia nunca teria um patrimônio, nunca teria uma grana guardada pra eventuais emergências e, mais importante, nunca poderia alcançar a tão desejada independência financeira.

A partir da leitura destes livros comecei aos poucos a gastar menos do que 100% do salário que ganhava, a guardar dinheiro mensalmente e comecei a pensar em investimentos, iniciando com o Sofisa Direto, comprando CDBs e LCIs, que duraram até 2016, com boas taxas.

Mas como todo bom investidor iniciante cometi erros! Comecei a olhar com muita atenção os consórcios (estavamos no auge do boom imobiliário no Brasil) e como sem noção que sempre fui em relação a dinheiro comprei não só uma mas 2 cotas de apartamentos, comprometendo quase 25% do meu salário!

Não me lembro exatamente o valor dos apartamentos pelo qual as cotas me permitiam usar, caso eu fosse contemplado dentro dos 15 anos propostos. Mas o que lembro era do valor, de R$ 650,00 em cada, totalizando R$ 1.300,00.

Alguns meses depois de virar um consorciado, eu saí dessa empresa que me pagava um bom salário.


Na verdade eu saí porque apareceu uma oportunidade de emprego "única" em uma empresa que ficava na cidade que moro, eu iria ganhar um pouco menos mas não viajaria mais todo dia, deixaria de acordar antes das 5h pra acordar as 7h, almoçaria na empresa "de grátis" e ainda teria ônibus da própria empresa me levando e trazendo na porta de casa, perfeito certo?

Errado. Era um contrato de 6 meses que eu, no alto de minha vasta inocência, acreditava que seria renovado, e assim conseguiria continuar pagando o consórcio, o que obviamente não aconteceu.

E assim precisei em 2013 cancelar o consórcio, o pior disso tudo é que uma das 2 cotas foi sorteada alguns meses depois e como eu tinha cancelado, eu não só não pude obter a cota como ainda recebi o valor investido descontado taxas de administração, multas e juros, ou seja, mal recebi um mês de salário nesta empresa do interior que tinha acabado de sair.

Enfim, essa é a história inicial de como comecei a investir...

Por um lado acredito ter sido bom pra eu ficar mais esperto e evitar cometer certos erros nos planejamentos futuros, mas poderia muito bem ter usado toda essa grana investida (1.300 * 8 meses aproximadamente, mais de 10k jogados no lixo) em investimentos de fato, mesmo que em renda fixa que na época rendiam muito mais que hoje.

E vocês, já fizeram algum "desinvestimento" assim igual eu? Digam aí, pra eu me sentir menos burro kk.

É errando que se aprende já diriam os sábios...

Abraço.

Comentários

  1. Meu amigo, antes tarde do que nunca.. hehehe Seja bem vindo a finansfera!

    Grande abraço

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    1. Exato PJ!

      Obrigado e vamos em frente sair da corrida dos ratos!

      Abraço.

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  2. Toda a gente comete erros, o importante é aprender com os erros

    A educação financeira, sempre é melhor tarde do que nunca.

    Abraço e bons investimentos

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    1. Pode crer DIL, disse tudo!

      Vou te adicionar ao blogroll, mais um excelente blog que vou debulhar na leitura nos próximos dias, grande abraço!

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